quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Post sem título #2

O que você faria por alguém?

Quão longe andaria? Alguns quilômetros? Nem centímetros? Atravessaria um deserto por alguém? Ganharia um Oscar?

Realmente é uma situação em que todos nós julgamos ser super-heróis para com aqueles que estão mais próximos. Um rigor digno de fundamentalista islâmico. Mas na prática as coisas não são assim tão perfeitas, não é mesmo?

Podemos contar nos dedos por quantas pessoas faríamos alguma loucura. Uma? Quatro? Oito?

O fato é que às vezes damos muita importância aos atores principais, quando na verdade são os coadjuvantes que montam a cena perfeita, quase imperceptíveis em seus espaços milimetricamente demarcados com um grande xis. Todo mundo admira o ator que faz uma cena perigosa, mas quem é que se importa com o dublê?

Aí ficamos cegos, admirando lindos olhos azuis, que na verdade são tão vazios quanto o conteúdo racional daquele indivíduo. Quem não se deixou levar por alguns quadris destacados? E aqueles que sempre estiveram ali ao seu lado são deixados em segundo plano. Coadjuvantes que decoraram atitudes pra não te deixar pra baixo e que nunca vão esquecer ou errar uma fala sequer.

Fingir não ver os atores secundários ou não ouvir o que eles têm a dizer é cruel. Isso os machuca. Enquanto o deus de olhos azuis é venerado em uma dimensão diferente são eles que te deixam com os pés ainda no chão. E apesar de tudo, eles sempre vão estar lá esperando pra que você volte e faça parte da cena perfeita.

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